Sao meus!



Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão. Gênesis 48:5


As nuvens no quadro que o Pintor em minha janela deixou são assustadoras. Carregadas, sisudas, têm um ar ameaçador. O que trarão? Ventos? Tempestades? Essa é a incógnita de quem olha para o céu e só vê um Deus carregado, sisudo e ameaçador. Você enxerga assim?

Apesar do ditado popular dizer que todos são filhos de Deus, o evangelho de João começa dizendo que filhos são apenas aqueles que recebem a Cristo. Os demais são criaturas de Deus. Essa mudança de posição — de criaturas para filhos — acontece quando alguém é adotado por Deus por intermédio de Cristo.

Estava lendo a história de José, filho de Jacó, e é incrível as semelhanças de sua vida com a vida de Jesus. José era o filho preferido de seu pai, se distinguia dos demais por uma túnica de muitas cores, foi rejeitado por seus irmãos, vendido por algumas moedas, lançado numa cova para morrer, mas acabou sendo elevado a vice-rei o Egito e salvou da fome e da morte não apenas seus irmãos como toda a família.

Enquanto estava no Egito, José desposou uma noiva gentia, que não pertencia a seu povo, e teve dois filhos, Manassés e Efraim. Estes filhos acabaram sendo adotados por Jacó e passaram a ter os mesmos privilégios dos outros filhos do patriarca. Do mesmo modo como cada cristão hoje, membro do corpo de Cristo que é também representada por uma noiva tomada dentre os gentios, é adotado como filho por Deus. Jacó diz daqueles seus novos filhos: "São meus!". Deus diz o mesmo dos que agora são Seus filhos.

E uma vez filho, o Novo Testamento diz que o Espírito Santo que vem habitar naquele que crê e permite que este chame a Deus de "Aba". A tradução não é apenas "Pai", mas "Papai". Você acha que Aquele, que hoje diz aos que crêem, "São meus!", e pode ser agora chamado de "Papai" é um Deus carrancudo como muitos O vêem? De jeito nenhum!

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