Deu branco no ceu


Ele é o que cobre o céu de nuvens, o que prepara a chuva para a terra, e o que faz produzir erva sobre os montes. Sal 147:8


O calor dos últimos dias estava me deixando irritado. Então o Pintor em minha janela misturou tons de branco, alumínio, cinza e azul, a chuva caiu e a temperatura ficou amena. Ficou mais fácil ganhar o pão com o suor do rosto sem suar tanto, embora o homem ou a mulher do tempo continue insistindo em dizer que o tempo piorou.

Isso mesmo. Quando vai fazer aquele sol de rachar, que faz sola de tênis grudar em asfalto derretido, a previsão do tempo diz que vai fazer bom tempo. Bom pra quê? Então as nuvens aparecem, o vento sopra, a chuva refresca, e isso é chamado de tempo ruim. Estranho o nosso modo de descrever as coisas, não?

Os tons do céu hoje fazem lembrar o manto branco do urso polar. Branco? Bem, assim como chamamos de mau tempo a chuva que garante nossa comida de amanhã, dizemos que o pelo do urso polar é branco, mas não é. Sua pele é negra como seu focinho e seu pelo transparente como o vidro.

Muito embora seja transparente, seu casaco de pele é tão eficiente para reter o calor que as câmeras infravermelhas, usadas para detectar seres vivos pelo calor, só mostram a cara e o focinho do urso. O resto desaparece em meio ao gelo do ambiente. Quente por dentro, frio por fora.

Quem pintou seu pêlo com tinta incolor foi o Pintor em minha janela, que fez com que o ar dentro de cada pêlo — sim, eles são ocos — disperse a luz de todas as cores, parecendo branco para nós. Aliás, alguns ficam verdes em cativeiro, quando algas dos tanques começam a se desenvolver dentro dos pelos. Quem pintou as algas? Ora, você já sabe.

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