Sobreexcelente grandeza


"E qual a sobreexcelente grandeza do Seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do Seu poder, Que manifestou em Cristo, ressuscitando-O dentre os mortos, e pondo-O à sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro". Efésios 1:19-21

O maior poder já manifestado por Deus aqui neste mundo foi a ressurreição de Cristo. "A sobreexcelente grandeza do Seu poder... a operação da força do Seu poder... ressuscitando-O".

No capítulo 2 de Filipenses Cristo desce 7 passos, da glória de ser em forma de Deus até a morte de cruz: "[1]em forma de Deus... [2]esvaziou-se... [3]forma de servo... [4]semelhante aos homens... [5]humilhou-Se... [6]sendo obediente até à morte... [7]e morte de cruz".

Mas no mesmo capítulo Deus O exalta, trazendo-O 7 passos de volta ao exercer a "sobreescelente grandeza do Seu poder": "[1]O exaltou soberanamente... [2]um nome que é sobre todo o nome... [3]se dobre todo o joelho dos que estão nos céus... [4]e na terra... [5]e debaixo da terra... [6]toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor... [7]para glória de Deus Pai".

Foi este poder de sobreexcelente grandeza que também nos resgatou do pecado e da morte e nos transportou para o Reino do Filho do Seu amor. Existe lugar melhor?

Foi na cruz



E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Êxodo 15:25


Diante da janela de meu escritório vejo os postes da rua. Cheios de fios e isolantes, marcados pelo tempo e pela poeira, só servem para deixar a paisagem mais feia e triste. São verdadeiros intrusos no cenário, não deveriam estar ali. Mas estão.

Hoje os postes são de concreto, mas sou do tempo em que os postes eram de ferro ou madeira. Em frente à minha casa havia um de ferro, com o qual brincávamos, uma criança segurando nele e uma na outra até a última tocar a grade de ferro do portão. O choque que dava era nossa diversão.

Conheci um poste de madeira em Alto Paraíso, interior de Goiás, que era por demais curioso. Ele tinha galhos, folhas e flores. Mas era um poste, devidamente aparelhado, uma viga de madeira com cantos vivos, fios e uma lâmpada para iluminar a rua. Na verdade o poste inteiro era vivo.

Ao contrário do que se pensava, não foi uma árvore que foi aproveitada para segurar os fios da rua. O poste veio de outro lugar, já em seu formato talhado, só que verde o suficiente para criar raízes e brotar outra vez. Era um ipê, que continuou dando flores no seu tempo, enfeitando a rua e surpreendendo os moradores e visitantes da cidade.

Um poste assim foi fincado há dois mil anos fora da cidade de Jerusalém. Não serviu para segurar fios ou pendurar lâmpadas. Era um poste para matar. Um Homem, com as mãos pregadas numa outra viga, foi içado até o seu alto e as duas madeiras unidas lá em cima, em forma de cruz.

Ao contrário do poste metálico de minha infância, aquele Homem não receberia um choque divertido, mas sobre Ele cairia toda a descarga da ira e do juízo divino contra o pecado da humanidade. Ele serviria ali como um pára-raios do juízo, colocando-se entre Deus e os homens, para que os que cressem dentre estes não recebessem igual descarga.

À semelhança do poste de Alto Paraíso, as conseqüências da obra consumada naquele feio madeiro foram flores — salvação eterna para o que crê e doçura perene para os amargores da vida aqui. Da morte saiu vida, e vida abundante.

Oh ! tão cego eu andei, e perdido vaguei,
Longe, longe do meu Salvador.
Mas da glória desceu e seu sangue verteu
Prá salvar um tão pobre pecador.

Eu ouvia falar dessa graça sem par,
Que do céu trouxe nosso Jesus.
Mas eu surdo me fiz, converter-me não quis
Ao Senhor que por mim morreu na cruz.

Mas um dia senti meus pecados, e vi
Sobre mim o castigo da lei.
Mas depressa fugi, em Jesus me escondi,
E refúgio seguro nEle achei.

Oh ! que grande prazer inundou o meu ser,
Conhecendo este tão grande amor.
Que levou meu Jesus a sofrer lá na cruz
Prá salvar um tão pobre pecador.

Foi na cruz, foi na cruz, onde um dia eu vi,
Meu pecado castigado em Jesus.
Foi ali pela fé, que meus olhos abri,
E eu agora me alegro em sua luz.

"Foi na Cruz" - Isaac Watts (1674-1748), Ralph E. Hudson (1843-1901), Henry Maxwell Wright (1849-1931)

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