Reencontro


E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. João 21

O dia amanhecia, como no quadro do Pintor em minha janela, quando os discípulos de Jesus perceberam que havia alguém na praia. Eles tinham voltado às suas antigas atividades, como se nada significasse terem conhecido o Senhor, andado com Ele, sido por Ele comissionados a pescadores de homens ou presenciado Sua morte e ressurreição.

Como geralmente ocorre quando tentamos levar uma vida longe do Senhor, os discípulos nada tinham para comer. Da praia, apesar da distância que os separava, o Senhor sugere que joguem a rede do lado direito do barco. Do lado certo.

Diante da pesca milagrosa, Pedro reconhece o Senhor e logo todos chegam à praia, onde encontram "brasas, e um peixe posto em cima, e pão".

Quem alguma vez já fez uma fogueira com troncos de árvores sabe que leva algum tempo até conseguir um braseiro. A fogueira que o Senhor fizera não tinha fogo, apenas brasas. Fazia tempo que esperava por eles.

No reencontro o Senhor nada cobra deles, não faz qualquer reprimenda. Apenas sacia sua fome, com o pão e o peixe que já havia preparado, aparentemente adicionando ao braseiro os peixes que eles pescaram com Sua ajuda. Toda provisão vinha dEle somente.

Somos relutantes em buscar um reencontro com o Senhor porque achamos que Ele irá cobrar o tempo que ficamos longe, os erros que cometemos, as coisas que deixamos de fazer. Então passamos a querer 'mostrar serviço', como se o Criador do Universo precisasse de alguma coisa vinda de nós.

Desconfiamos por não entender que Ele nos espera, paciente, com tudo o que precisamos.

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